Política editorial e correções
Última atualização: 26 de outubro de 2026
O Apura Verdade Brasil existe para que ninguém precise acreditar no que não pode conferir. Esta página explica como escolhemos os temas, como apuramos, como separamos fato de opinião e como corrigimos nossos erros.
1. Quem somos e de que lado estamos
Somos um blog editorial independente, sem vínculo com partidos, campanhas, governos ou empresas citadas. Somos de direita e não escondemos isso: nossa opinião aparece nos textos de análise. Mas apuramos todos os lados. Investigamos governo e oposição com a mesma régua e publicamos o que encontramos, inclusive quando o fato contraria o que gostaríamos de mostrar. Não temos endereço físico de atendimento; o contato é pelo e-mail apurabrasilblog@gmail.com.
2. O que publicamos: os quatro selos
Todo conteúdo traz um selo no topo, para o leitor saber o que está lendo:
| Selo | O que é | Regra |
|---|---|---|
| Reportagem | Fatos, documentos e números sobre um acontecimento | Sem opinião no corpo do texto; cada afirmação tem fonte |
| Análise | Interpretação dos fatos, com opinião | A opinião é identificada; os fatos em que ela se apoia têm fonte; termina com o aviso “Este texto é uma análise com opinião” |
| Dados | Levantamento próprio a partir de arquivos oficiais | Método descrito, limites declarados e números reproduzíveis |
| Relatório | Documento técnico completo (auditoria das urnas, abuso de poder) | Distribuído a contas aprovadas; cada item com fonte, data e base legal |
3. Como escolhemos os temas
Uma pauta entra quando atende a pelo menos um destes critérios: interesse público (uso de dinheiro público, decisões de governo, Congresso e Justiça); impacto no bolso (impostos, juros, inflação, benefícios); poder (quem decide, quem ganha e quem paga); ou verificação (algo que circula e precisa ser conferido). Não fazemos pauta encomendada, não publicamos conteúdo pago disfarçado de notícia e não escolhemos temas para agradar anunciante, partido ou governo.
4. O processo, do começo ao fim
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Pauta | Definimos a pergunta que o texto vai responder e quais documentos podem respondê-la. |
| 2. Apuração | Reunimos fontes primárias e, só depois, a cobertura da imprensa. Baixamos os dados originais sempre que possível. |
| 3. Análise | Cruzamos números, testamos hipóteses dos dois lados e registramos o que não foi possível confirmar. |
| 4. Outro lado | Buscamos a versão de cada pessoa ou instituição citada: notas, defesas, decisões, declarações. |
| 5. Checagem | Cada número é conferido com a fonte; nomes, cargos, datas e valores são revisados um a um. |
| 6. Edição | Revisão humana do texto, do título, das imagens e dos gráficos, com a pergunta: o título cumpre o que o texto mostra? |
| 7. Publicação | Com data, selo, fontes listadas, créditos de imagem e aviso de opinião quando houver. |
| 8. Acompanhamento | Quando surge fato novo, o texto é atualizado e a mudança registrada nesta página. |
5. Como apuramos
- Fonte primária primeiro. Sempre que possível, usamos o documento original: TSE, Diário Oficial, Portal da Transparência, Tesouro, TCU, decisões judiciais, relatórios da PF tornados públicos.
- Fonte em cada número. Todo número relevante tem link para a origem. Quando dependemos da imprensa, indicamos o veículo.
- Conferência cruzada. Quando fontes divergem, dizemos isso no texto e explicamos qual número usamos e por quê.
- Cálculos próprios identificados. Rateios, projeções e simulações feitos por nós são sinalizados como “cálculo do Apura”.
- O que não sabemos, dizemos. Se uma informação não foi confirmada, ela não entra como fato. Se uma análise tem limite, como não incluir o código-fonte das urnas, o limite é declarado.
- Boatos não entram. Não publicamos áudios, prints ou números sem origem verificável. Quando um boato circula, mostramos a checagem.
6. A hierarquia das fontes
| Nível | Exemplos | Como usamos |
|---|---|---|
| 1. Documento oficial | Arquivos do TSE, Diário Oficial, leis, decisões judiciais, Portal da Transparência, Tesouro, TCU, Banco Central, relatórios oficiais tornados públicos | Base de toda afirmação importante |
| 2. Dado oficial processado | Séries do IBGE, Ipea, IFI, B3, Boletim Focus | Com indicação da metodologia e da data |
| 3. Imprensa profissional | Agências e veículos com redação identificada | Com nome do veículo e link; preferimos mais de um veículo quando o fato é relevante |
| 4. Declarações | Notas oficiais, entrevistas, publicações de autoridades | Atribuídas a quem disse, nunca apresentadas como fato |
| 5. Redes sociais | Posts, vídeos e áudios | Só como registro do que foi dito, depois de confirmada a autoria; nunca como prova de fato |
7. Regras para números
- Sempre com fonte e data: todo número tem origem e momento de referência.
- Ponto percentual não é percentual: juros que vão de 12% para 15% sobem 3 pontos percentuais, ou 25%. Dizemos qual dos dois.
- Comparações justas: mesmo período, mesma base, mesmo critério. Valores de anos diferentes são corrigidos pela inflação quando a comparação depende disso, e avisamos.
- Casas decimais e arredondamento: usamos o padrão brasileiro (vírgula decimal) e arredondamos só no fim do cálculo.
- Valor absoluto e relativo juntos: “34.420 eleitores” vem acompanhado da proporção sobre o total, para não exagerar nem diminuir.
- Divergência declarada: quando duas fontes dão números diferentes, mostramos os dois ou explicamos a escolha.
- Correlação não é causa: quando os dados mostram coincidência, não afirmamos efeito sem prova; quando testamos e não encontramos efeito, publicamos também.
8. Fontes anônimas, pesquisas e período eleitoral
- Fontes anônimas só são usadas quando a informação é de interesse público, não pode ser obtida de outra forma e foi confirmada por outro meio. Nunca usamos anonimato para ataques pessoais.
- Pesquisas eleitorais só são citadas com instituto, data, registro no TSE e margem de erro. Não publicamos enquetes como se fossem pesquisas.
- Período eleitoral: seguimos a Lei 9.504/1997, inclusive as regras sobre divulgação de pesquisas.
9. Pessoas citadas
- Presunção de inocência. Todos são inocentes até decisão definitiva da Justiça. Investigação não é condenação, e nosso texto deixa isso claro.
- O outro lado. Publicamos a versão de quem é citado, a partir de notas, defesas e declarações públicas.
- Direito de resposta. Quem for citado pode enviar sua versão, que será publicada nos termos da Lei 13.188/2015.
- Privacidade. Não expomos dados pessoais de cidadãos comuns nem perfilamos pessoas por opinião política. Os dados das urnas são analisados por seção, nunca por eleitor ou mesário.
10. Títulos, imagens e uso de tecnologia
- Títulos fortes, mas fiéis. Nossos títulos chamam atenção, mas o que prometem está no texto.
- Imagens. Usamos fotos de agências públicas (Agência Brasil, Agência Senado, STF, Agência Gov) com crédito, além de gráficos e artes próprias. Não usamos imagens manipuladas para enganar.
- Ferramentas de inteligência artificial. Usamos IA para ajudar na pesquisa, no processamento de grandes volumes de dados e na redação. Toda publicação passa por revisão e decisão editorial humana, e cada fato tem fonte verificável. A responsabilidade pelo que publicamos é sempre nossa.
11. Linguagem, redes sociais e vídeos
- Linguagem direta: escrevemos para qualquer brasileiro entender, sem jargão. Termos técnicos são explicados.
- Sem ofensa: criticamos condutas e decisões, não xingamos pessoas. Apelidos só entre aspas, quando forem parte do fato.
- Redes sociais, reels e vídeos seguem as mesmas regras dos artigos: o que está no vídeo está apurado no site, com fonte. Legendas e cortes não mudam o sentido do que foi dito.
- Vozes artificiais e imagens geradas, quando usadas em vídeos, são identificadas e nunca imitam pessoas reais.
12. Independência financeira
Vivemos de leitores: apoio voluntário, assinatura e, futuramente, anúncios. Apoiadores e anunciantes não interferem no conteúdo, não têm acesso prévio aos textos e não pedem pautas. Se um dia tivermos um conflito de interesse em algum tema, ele será declarado no texto.
13. Política de correções
Erramos, como qualquer redação. Quando erramos, corrigimos rápido e de forma transparente:
- Como pedir: envie o link e o trecho para apurabrasilblog@gmail.com, com a fonte que mostra o erro.
- Prazo: analisamos em até 48 horas. Erros de fato são corrigidos assim que confirmados.
- Como corrigimos: o texto é corrigido e o registro fica nesta página, com data e o que mudou. Erros que alteram a conclusão do texto também são sinalizados no próprio artigo.
- Atualizações: quando surge fato novo, o texto é atualizado e a mudança é indicada.
- Não apagamos erros em silêncio.
Usamos quatro tipos de registro:
| Tipo | Quando |
|---|---|
| Correção | Um fato, número, nome ou imagem estava errado. |
| Esclarecimento | O texto estava certo, mas podia ser mal interpretado; acrescentamos contexto. |
| Atualização | Surgiu fato novo depois da publicação. |
| Direito de resposta | A pessoa citada enviou sua versão, publicada junto ao texto. |
14. Registro de correções e atualizações
| Data | Artigo | O que mudou |
|---|---|---|
| 26/10/2026 | O Brasil perdeu | Correção de imagem: a foto de abertura da seção sobre a prorrogação da votação mostrava o ministro Gilmar Mendes, e não Cristiano Zanin. Foi substituída por foto de Zanin. |
| 26/10/2026 | O Brasil perdeu | Correção de números: os totais de votos foram atualizados para os oficiais do TSE (Lula 64.256.232, 51,79%; Flávio 59.826.041, 48,21%). A versão anterior trazia a soma dos boletins das urnas no Brasil, sem os votos do exterior. |
| 26/10/2026 | O Brasil perdeu | Esclarecimento: incluído aviso de que a análise das urnas abrange boletins, registros digitais e logs, e não o código-fonte do software. |
| 26/10/2026 | Dois pesos, duas medidas | Atualização: incluída a situação do inquérito Dark Horse (PF não apontou crime de Flávio até aqui; inquérito não concluído) e o fato de que os adiamentos dos depoimentos de Vorcaro foram pedidos pela própria defesa. |
| 26/10/2026 | Pânico no mercado | Esclarecimento: a alta de 9,61% do Ibovespa no ano passou a ser explicada no contexto do rali do 1º turno. |
| 27/10/2026 | O general e a censura | Correção: a primeira versão dizia que o canal “Exército do Lula” foi suspenso pelo TSE por desinformação. A suspensão durou cerca de dois dias e se baseou na falta de registro do canal; técnicos do TSE não encontraram conteúdo falso, e o canal voltou ao ar. Título, números e texto foram corrigidos. |
Veja também: Sobre, fonte e método · Termos de Uso · Política de Privacidade.
